zzzzz
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Sou uma provinciana a cumprir pena na cidade... com umas saídas precárias aos sítios que me fazem tique-taque cá por dentro.
foto- Entroncamento, Abril de 2022
Não há um último adeus, Xana. Vais estar sempre entre cada um dos que partilharam momentos contigo.
Vais estar sempre... "Presente!"
Os regimes totalitários começam por coisas simples. Pequenos tiques como convencer os povos que a censura é legítima, que os que não pensam como as instituições determinam se encontram entre os danados, cães do Inferno.
Os últimos anos têm sido uma demonstração de seleção da informação mostrada, impedimento do acesso ao contraditório e o fomentar de um espírito de intolerância e ódio para quem pensa diferente.
São os tempos da anunciada polarização, em que ou se escolhe o branco ou o preto. Perderam-se as zonas cinzentas da aceitação do outro.
Primeiro o inimigo era quem saía no confinamento, depois quem não se quis vacinar e, agora, já há outros a quem atiçar os cães.
Todos os dias o mundo caminha para um lugar pior. E todos os dias, o pequeno inquisidor que há em cada um vem ao de cima.
Porque não há melhor ambiente para os senhores da guerra e os donos do mundo que a multidão inflamada contra o vizinho do lado.
A "Poesia Incompleta" reeditou “Ré menor”, da Patrícia Baltazar.
Chegou hoje. Ainda estou a flutuar sobre as palavras e a atirar-me contra a parede dura, fria, onde está a poesia que lhe ficou por dizer.